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Introdução
Nesta lição, aprendemos que Jesus, é filho eterno de Deus Pai, e sua natureza humana. João explica perfeitamente em sua carta que o verbo é preexistente, mas assumiu a natureza humana tornando-se igual aos seres humanos. Deus invisível se faz visível, Ele se revela ao homem, paulatinamente. O Senhor Jesus Cristo é a figura central de toda realidade cristã. Por isso as verdades a seu respeito são centrais para o cristianismo.
Na leitura bíblia em classe desta segunda lição (Jo 1.1-4) O verbo estava com Deus, e o verbo era Deus, mostra uma existência singular, de alguém real e específico. Estas duas expressões simultâneas e verídicas mostram que Jesus sempre existiu e juntamente com o Pai. A prova vem neste verso: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). “Ele estava no princípio com Deus” .(Jo 1.2)João apresenta Cristo mediante o termo na língua grega, “logos” que significa palavra, demonstração, mensagem, declaração ou ato de falar.
“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”; (Cl 1.15). Algumas denominações citam este verso para afirmarem que Jesus é criado, é o primeiro a ser criado por Deus pai. E segundo eles, não pode ter a natureza divina, uma vez que é o primogênito da criatura. Na verdade, Paulo toma termo emprestado da formação judaica, “Primogênito” o que era uma maneira hebraica de dizer a alguém: “Você é especial, honrado”!
O povo de Israel foi chamado de primogênito “Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel {é} meu filho, meu primogênito” (Ex 4.22). O rei Davi também “Também por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra” (Sl 89.27). Nem por isso a palavra está se referindo a Israel e a Davi seu nascimento físico, até porque Davi era o caçula, mas está sim destacando o lugar de honra onde Davi e Israel chegariam.
I. O PROPÓSITO DO AUTOR DA ESPÍSTOLA
João escreve esta carta com o propósito de desmascarar as heresias existentes da época, e deixar claro que Jesus é o filho de Deus, Eterno, salvador, possui a natureza humana e divina. As doutrinas de Cristo têm sido submetidas às mais diversas heresias, com tentativas de por o Cristianismo ao descrédito. Nos temos do Novo Testamento já haviam heresias a respeito de Cristo: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 Jo 4.2); Nos séculos II e III, já negavam a existência física de Jesus, foi a heresia docética precursora da época.
Nos tempos dos pais da igreja, já havia diferentes interpretações e ramificações na igreja.
A Escola de Alexandira interpretava a Bíblia sobre forma alegórica, quanto à divindade de Cristo defendiam bem, mas quanto à natureza humana deixavam a desejar.
A Escola de Antioquia interpretava Literalmente as Escrituras, quanto a natureza humana de Cristo defendiam bem, mas eram poucos esclarecidos quanto à divina.
Os pais da igreja levavam a sério o estuda da Bíblia, e quaisquer heresias tentavam estingui-las com a explicação extra da Palavra, por acharem que isso interferia na salvação. Veja alguns tipos de escolas da época, que se tornaram heréticas:
O DOCETISMO
Negavam a realidade da humanidade de Cristo, para eles, Cristo não poderia salvar ninguém, pois morreu num corpo humano para destruir o domínio de satanás sobre a humanidade.
O EBIONISMO
Não acreditava que Jesus era Deus, para eles somente o Pai é Deus. Ensinavam que Jesus era mero homem filho d José e Maria. Alguns ainda diziam que Jesus foi feito Filho de Deus no Batismo, este ensino, o adocionismo deu muito trabalho aos apóstolos.
O ARISNISMO
Ário século IV, dizia que o Filho não é verdadeiramente Deus,e sim um a criação dele. Muitas outras heresias de Ário foram debatidas no Concílio de Nicéia por Atanásio, e estas batalhas foram ganhas.
O APOLINARIANISMO
Apolinário de Laudicéia, século IV, participou do Concílio de Nicéia, concordava com a doutrina ortodoxa sobre Cristo. Porém tinha dificuldade de entender a natureza divina, como poderia Jesus ter espírito, alma, corpo e a divina? Ele era alguém de quatro partes? O Concílio de Constantinopla, em 381 d.C refutou os ensinos de Apolinário.
O MONARQUIANISMO
Notocante a doutrina da Trindade o monarquianismo interpretava também erroneamente a natureza de Cristo.
O NESTORIANISMO
Nestório início do século V, entre as várias heresias produzidas por ele, dizia que o LOGOS, a Deidade completa, habitava em Jesus da mesma forma que o Espírito Santo habita no crente. Com isso ele fazia confusão entre as naturezas de Cristo. Ensino este rejeitado no Concílio de Éfeso 431 d.C
O EUTIQUIANISMO
Eutíquio século V, ensinava que para Jesus possuir as duas naturezas, tinha um corpo humano divino, diferente do nosso. Foi debatido e rejeitado no concílio de Calcedônia 451 d.C
II. A VIDA ETERNA MANIFESTA EM CRISTO
Poderíamos citar as mais de centenas de versículo sobre Jesus e a sua divindade. Ele é chamado de “Deus” e “Senhor” e vemos também outros títulos da divindade empregado à ele.
“Porque foi do agrado {do Pai} que toda a plenitude nele habitasse” (CL 2.9).
“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”; (Cl 1.19). Ele é corretamente chamado de Emanuel, isto é: Deus conosco (Mt1.23).
Além de muitas passagens bíblicas sobre a divindade de Jesus, vemos no texto sagrado, muitos atos dele, que somente uma pessoa divina praticaria. Os atributos da divindade, a onipotência, onisciência, onipresença e eternidade são atributos específicos da divindade. Jesus mostrar sua eternidade quando diz: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse eu sou” (Jo 8.58). “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro” (Ap 22.13).
INTRUDUÇÃO
A primeira carta de João é na realidade um discurso teológico. Esta lição serve para aprendermos mais sobre o amor de Deus. Realça ao amor de Deus como exemplo a seguirmos em nossos relacionamentos. Mostra o quanto devemos ter uma vida íntegra obedecendo às determinações de Deus. Numa época em que muitos estão sendo enganados, esta lição chega desafiando-nos a preservarmos a verdade pelo cultivo da comunhão com Deus.
I-ENTENDENDO A CARTA DE JOÃO, O APÓSTOLO
Não encontramos nada sobre João nesta carta. Mas as testemunhas do século II como Papias, Irineu, Tertuliano, Clemente de Alexandria afirmaram que ela foi escrita pelo apóstolo João. Todos os pais da igreja grega e latina aceitaram esta epistola como joanina. O nome de João era bem conhecido dos leitores, e tornava-se desnecessário sua menção nominal. Alguns críticos rejeitam a atribuição a João como o autor da carta. Mas o vocabulário e as características são idênticos ao do evangelho de João.
Eusébio em sua História Eclesiástica (323 d.C) fazem menção duas pessoas diferentes com o nome de João: João o “Ancião” e João o “Apóstolo”. Mas os dois, no entender da igreja primitiva seriam a mesma pessoa. Isso não contradiz o consistente reconhecimento que a igreja tinha de que o livro foi escrito pelo apóstolo João. Para quem ela foi escrita? Quem é o destinatário? Onde começa a introdução e onde está a conclusão? Não vemos saudações nenhuma. Por estas e outras razões consideramos um discurso teológico.
Mas na verdade esta carta foi dirigida às igrejas da Ásia Menor, é um ensino pastoral de João. Os irmãos estavam precisando de conselhos, ajuda, e João os ajuda a viverem na fé de Jesus Cristo. Pelo menos vejo na carta de João cinco propósitos; promover a comunhão (1.3), produzir a fidelidade (14),proteger a santidade(2.1), prevenir a heresia (2.26) e proporcionar a esperança (5.13).
II-CONHECENDO O AUTOR DA CARTA
Alguns estudiosos dizem que esta carta foi escrita de Éfeso (na região oeste que hoje é a Turquia) por volta dos anos 90 d.C, quando a perseguição foi interrompida durante o fim do reinado de Domiciano (81-96 d.C). O motivo que levou João a escrever a carta, eram alguns elementos estranhos que perturbavam os irmãos da Ásia, e queriam por em cheque sua fé e dissipar a comunhão deles. As heresias destas pessoas negavam que Jesus é o Cristo (Jo 2.22), ou que Jesus veio em carne (Jo 4. 2,3). Na área moral ensinavam que não era necessária a fé salvífica, e a obediência aos mandamentos de Jesus, nem uma vida santa separada do pecado e do mundo.
Quem eram esses elementos? João não diz, mas com certeza trata-se dos ensinos do gnosticismo que se infiltrava entre a os irmãos. A heresia gnóstica ensinava que a matéria é inerentemente má, e um ser divino de maneira nenhuma poderia possuir em seu corpo a carne humana. Faziam então distinção entre o homem Jesus e o Cristo espiritual que veio sobre Jesus em seu batismo, mas o deixou antes de sua crucificação. Outra variação foi o docetismo (de dokeo, “parecer”), a doutrina de que Cristo apenas aparentava ter um corpo humano. O resultado em ambos os casos foi o mesmo- uma vazia negação da encarnação.
Os gnósticos também criam que sua compreensão do conhecimento oculto (gnosis) fazia deles uma elite espiritual, que jazia acima das distinções normais de certo e errado. Isto, na maioria dos casos, levou a deplorável conduta e completa desconsideração pela ética cristã.
III-O PROPÓSITO DA CARTA DE JOÃO
O primeiro versículo do capítulo um da carta, o que era desde o princípio... Este é Jesus Cristo. Ele estava no princípio com Deus. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (Jo 1.1,2). João começa a carta com uma certeza ímpar de que Cristo vive, seu ministério foi real, a fé não é vã. João escreve com convicção clara, para deixar bem patente aos irmãos a realidade. Ele fala como uma testemunha ocular, e dá testemunhos dos demais, pois eles ouviram, viram e apalparam Jesus, destacando assim que houve um contato real com ele. João apresenta o fundamento do cristianismo: Deus é amor e vida. Por meio do sacrifício de Jesus a nossa vida pode ser transformada, passando do pecado e da morte para a vida eterna.
No segundo verso da carta, João define a vida eterna em função de Cristo. “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada”. Ela só pode ser adquirida mediante a fé em Jesus Cristo e a comunhão com ele. Deus é vida, os que andam em comunhão com ele precisam possuir essa qualidade de vida. A vida espiritual começa com o nascimento espiritual. O nascimento espiritual ocorre por meio da fé em Jesus Cristo. A fé em Jesus Cristo infunde em nós a vida de Deus- a vida eterna. Portanto aquele que anda em comunhão com Deus andará em luz, em amor e em vida. João aborda de maneira enfática a comunhão com Deus.
Ele queria que seus leitores nutrissem a certeza da habitação de Deus por meio de constante comunhão com ele (2.28; 5.13). A fé em Cristo precisa manifestar-se na prática da justiça e do amor pelos irmãos, o que por sua vez produz alegria e confiança na presença de Deus. I João foi também foi escrita com vistas a refutar os destrutivos ensinamentos dos gnósticos e destacar a realidade da Encarnação e a futilidade da confissão sem a prática. Estes anticristos fracassaram em três testes: Um viver justo, o amor pelos irmãos e a convicção de que Jesus é o Cristo, o Deus-homem encarnado.
1-Erro concernente a Cristo
Refutando os ensinos heréticos que permeavam as igrejas da Ásia, mostramos que as fraquezas e limitações presentes na vida humana, também estavam em Jesus homem.
a-Jesus possuía um corpo humano.
Nasceu como os bebês (Lc 2.7). Cansou-se (Jo4.6) teve sede (Jô 19.28). Teve fome (Mt 4.2). Ressuscitou dos mortos com um corpo transformado (Lc 24.39).
b)-Jesus possuía uma mente humana.
Ele passou por um processo de aprendizagem como todas as crianças. (Lc 2.52). Aprendendo a comer, a falar, beber e escrever, a serem obedientes a seus pais. Não sabia com uma mente humana a que dia e hora seria o arrebatamento (Mc13. 320)
c)-Jesus possuía alma humana e emoções humanas.
Angustiou-se (Jo 12.27). Entristeceu-se (Mt 26.38). Admirou-se de alguém (Mt 8.10. Chorou de tristezas (Jo 11.35). Foi tentado em todas as áreas, mas sem pecado (Hb 4.15).
2. Auto- engano moral
Circulava na igreja uma doutrina herética, de que nada que a pessoa faz através do corpo prejudica o espírito. Isso leva o apóstolo João a escrever a sua primeira carta. O Docetismo, essa negação da verdade, diziam ainda que Jesus não era homem, levou João a chamar estes ensinos de doutrina do anticristo. “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo” (1 Jo 4.2-3).
Deus realmente quer salvar corpo, alma e espírito, foi o que Paulo ensinou aos cristãos de tessalônica. “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). O corpo também deve ser santificado, assim como a alma e o espírito pecam, o corpo também. Bebedices, glutonarias, são pecados do corpo (Gl 5.21).
O corpo sofre a transformação para o arrebatamento. "Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1Co 15.53,54).
3. A auto-exaltação espiritual
Precisamos hoje dos dons de discernir os espíritos. “E a outro o dom de discernir os espíritos” (1Co 12.10). O engano sempre existirá, desde a era da igreja. Mas precisamos estar atentos à palavra de Deus, aos sinais, preparados para responder a razão da nossa fé “e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.13).
Concluo dizendo que precisamos combater as heresias como os pais da igreja fizeram. Primaram pela verdade, encorajarmos irmãos a rejeitar o engano. “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tt 1.9).
Ev. Geziel silva Costa
Bibligrafia
Teologia sistemática (Wayne Grudem) VN
Teologia sistemática (Stanley Horton) CPAD
Dicionário Internacional de teologia VN
Descobrindo a Bíblia CANDEIA


O que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua vida?
Michael Jackson, cantor, rico e famoso, escreveu sua história cheia de controvérsias.
Chegou ao topo da fama com uma história de pedofilia. Conhecido em todo mundo com as músicas nas paradas de sucesso. Um patrimônio de quase meio bilhão de dólares.
Jackson esqueceu de planejar sua vida após a sua morte.
O que é a vida? Um vapor que passa? Uma lembrança depois da morte?
O que é a vida? Uma rápida passagem por esta terra? Vale a pena crêr que não existe inferno e céu?
Tanto o céu como o inferno é uma realidade.
Os humanos, principalmente os ricos famosos e descompromissados com Deus, esquecem-se de planejar, crer na vida após a morte. Pensam que nunca irão morrer. Agem, vivem, andam como quem não pensam na eternidade.
Precisamos não apenas crer na eternidade com Deus, mas estar preparados para esta hora.
Não sabemos quando Jesus virá, nem se vamos antes nos encontrar com Ele, mas precisamos estar preparados para ambos.
A morte leva-nos a pensar na realidade da vida. Leva-nos a refletir sobre nossas limitações quanto à ela, e em nossa fragilidade.
Eclesiastes 7:2
"Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração".